O que é o Jornal da Macroeconomia

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O Jornal da Macroeconomia é uma reunião de debates que tem como temática a conjuntura macroeconômica. Idealizado pelo professor do Departamento de Economia da UFRN, Dr. André Lourenço, para servir como instrumento de incentivo ao debate. Teve sua primeira edição realizada no dia 09 de outubro de 2008. Sua formatação inclui a pesquisa e seleção de notícias consideradas relevantes, envolvendo a temática do debate, que são compiladas e apresentadas aos participantes na forma de jornal, seguindo então os debates, tendo como foco as notícias previamente selecionadas. Esse espaço foi criado para disponibilizar as edições anteriores aos interessados, divulgar o Jornal da Macroeconomia e criar um meio eletrônico de realizar esses debates, visando contribuir para o Curso de Economia da UFRN e de outras academias.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

13º Edição

UFRN – Ano 03 – 13ª Edição – Editado por Andréia Simone, Elivânia Melo, Felipe Luiz, Fernando Nascimento e Luciano Mariano – Setembro/2010 – Natal/RN.

Bancos deverão reservar mais dinheiro para crises

Reguladores internacionais querem que instituições financeiras tenham ativos de maior qualidade

Os bancos brasileiros terão bastante trabalho nesta década. O desafio é chegar a 2019 com mais dinheiro reservado para evitar crises, e de melhor qualidade. Para isso, as carteiras dos bancos deverão ter uma proporção maior de títulos mais seguros, como os do governo, e também ações, para fazer com que os investidores estejam mais conectados às estratégias.

O grande desafio é fazer essa transição sem que isso prejudique a distribuição de proventos aos acionistas ou a concessão de crédito. As mudanças fazem parte de exigências internacionais. No último dia 12, o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, do qual o Brasil faz parte, aprovou a terceira fase de seu projeto de melhorar a segurança bancária no mundo. Evitar uma nova crise financeira mundial, como a desencadeada em 2008 com a falência do Lehman Brothers, é um dos objetivos das novas medidas.

Em geral, as regras pedem um capital de melhor qualidade e reservas maiores, para serem usadas em momentos de estresse. “Com a Basileia 3, os reguladores dão um recado aos bancos: vocês terão que fortalecer seus ativos e os governos não vão ajudar”, diz Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Asis. As primeiras alterações devem entrar em vigor em 2013.

Sempre que confrontados com propostas de mudanças internacionais, especialistas fazem questão de ressaltar que as políticas brasileiras, tradicionalmente, são mais rígidas, situação que deixa os bancos locais em vantagem. Mas isso não significa que não haverá mudanças.

Eles acreditam que, num primeiro momento, o custo do capital crescerá. Uma das principais alterações é a exigência maior de capital mais puro, nível 1, para uso em crises, que deverá crescer de 2% do total para 4,5% sobre os ativos do banco. Nessa conta entram ações com direito a voto e dinheiro vivo, ou lucros retidos.

Evitando falências

A ideia é evitar políticas que levem as instituições à beira da falência, já que a fatia dos acionistas em jogo aumenta, diz Santacreu. “Isso evita medidas destrambelhadas. Até a crise financeira de 2008, os bancos tinham muitos empréstimos de terceiros, desconectados da administração, o que levava à falta de governança.”

“O primeiro impacto da elevação do nível 1 é o custo”, afirma Lúcio Anacleto, sócio de serviços financeiros da KPMG no Brasil. “Um capital de maior qualidade é mais caro.”

Esse capital puro será complementado por um colchão extra de conservação de 2,5% do total. Nesse caso, há possibilidade de diminuição do pagamento de dividendos e de bônus muito altos a executivos. Haverá ainda um colchão contra cíclico, que poderá variar entre zero e 2,5% do total.

“Esses colchões vão obrigar os bancos a rever a qualidade total de seu capital”, afirma Marcus Manduca, sócio da área de riscos financeiros da PricewaterhouseCoopers (PwC). “Alguns terão de fazer reservas de capital maior e, quando o lucro chegar, terão menos recursos para distribuir aos acionistas ou aos executivos.”

Fonte: http://economia.ig.com.br/mercados/financeiro/ em 21/09/2010

Déficit em conta corrente deve ajustar câmbio, diz Meirelles

SÃO PAULO (Reuters) - O crescente déficit das transações correntes do Brasil tende a ajustar a taxa de câmbio do país, corrigindo a valorização do real frente ao dólar, disse nesta segunda-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

"O déficit em conta corrente a longo prazo é um fator importante na determinação do valor das moedas. Com o tempo, o mercado vai reagir a isso", disse Meirelles em palestra a empresários na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), transmitida pela Internet.

Segundo o presidente do BC, de forma global o enfraquecimento do dólar está valorizando diversas outras divisas, como o euro e as de países produtores de commodities, como Canadá e Austrália.

No caso brasileiro há ainda o fato de as expectativas de forte crescimento da economia doméstica nos próximos anos, o que atrai grandes montantes de investimentos estrangeiros.

Meirelles ressaltou que a combinação de câmbio flutuante com alto volume de reservas internacionais deve fazer com que o ajuste no câmbio se dê de forma gradual.

"O ajuste deve ser suave", afirmou.

Segundo o último dado disponível do BC, o Brasil registrou em julho um déficit em transações correntes recorde de 4,499 bilhões de dólares, bem acima do déficit de 1,623 bilhão de dólares de julho de 2009.

Esse movimento de piora das contas internacionais acontece paralelamente à apreciação do real frente ao dólar, que também vem se enfraquecendo frente às principais moedas globais, à medida que a economia dos Estados Unidos vacila em tentar se recuperar da recessão. Nos últimos 12 meses, o dólar teve baixa de 5,4 por cento frente ao real.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Vanessa Stelzer)

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/100920/economia/negocios_bacen_meirelles_cambio em 21/09/2010

Peso do estado reduz a competitividade do país

Excluídos o serviço da dívida e as transferências constitucionais, as engrenagens do estado respondem por 92% dos gastos da União

Derick Almeida

A gastança do estado mina sua capacidade de investir na melhoria da infraestrutura

A gastança do estado mina sua capacidade de investir na melhoria da infraestrutura (Guilherme Filho)

Um dos desafios do Brasil é fazer com que os gastos públicos parem de crescer ou que, ao menos, se expandam num ritmo inferior ao da economia.

A análise dos gastos da União, quando se excluem o serviço da dívida e as transferências constitucionais, revela o peso do estado na drenagem das riquezas do país. Dados da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal mostram que, a cada ano, 25% destes recursos são destinados ao pagamento de pessoal – entre ativos e inativos. Outra parcela substancial, de 67%, está relacionada ao custeio da máquina, isto é, tudo o que, grosso modo, se relaciona ao exercício da atividade pública, salvo as despesas com funcionários e aposentados. Entram nessa conta, portanto, desembolsos para as mais diferentes finalidades, indo desde o cafezinho servido nas repartições públicas até a gasolina que move os veículos de autoridades. Para investimentos em geral (infra-estrutura, saúde, ciência, etc), sobram apenas 8%.

Outra demonstração de como o estado suga os recursos do país está nas estatísticas levantadas pelo professor de finanças públicas Ricardo Bergamini. De janeiro de 2003 até abril deste ano, o gabinete da Presidência da Republica desembolsou 23,4 bilhões de reais. A quantia – em grande parte protegida do escrutínio da sociedade por ser secreta – superou os gastos individuais de oito ministérios: Orçamento e Gestão, com despesa de 19,8 bilhões de reais (0,11% do PIB); Relações Exteriores, com 12,1 bilhões de reais (0,08% do PIB); Indústria e Comércio, com 11,6 bilhões de reais (0,07% do PIB); Meio-Ambiente, que gastou 8,8 bilhões de reais (0,06% do PIB); Comunicações, cuja despesa somou 9,0 bilhões de reais (0,06% do PIB); além dos “desprezíveis e insignificantes” gastos das pastas dos Esportes, da Cultura e do Turismo.

Ernesto Lozardo, economista da Fundação Getúlio Vargas, comenta que o peso do estado tem impacto direto sobre a competitividade do país no exterior. “O governo central brasileiro, no tocante a despesas correntes, gasta 2,5 vezes mais que os países asiáticos e não consegue poupar dinheiro, pois é, na verdade, deficitário. Desta forma, o Brasil não tem infraestrutura para crescer 9% ao ano”.

O analista sênior para América Latina da Economist Intelligence Unit (EIU), Robert Wood, acrescenta que a economia brasileira tem um longo caminho a percorrer para chegar ao nível de crescimento dos países asiáticos. “O Brasil precisaria aumentar o nível de investimento público/privado de 2% para 4% do PIB a fim de preencher as lacunas na área de infraestrutura e manter um crescimento sustentável de 5% ao ano”.

Para Wood, um dos desafios do Brasil para os próximos anos é fazer com que os gastos públicos parem de crescer ou que, ao menos, se expandam num ritmo inferior ao da economia. Desta forma, a tendência é que o estado se torne proporcionalmente menor em relação ao PIB. Além disso, é preciso colocar os gastos com previdência social em ordem, pois “se isso não for feito, o país enfrentará problemas fiscais e de solvência que hoje pesam sobre países desenvolvidos”.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia em 22/09/2010

Sem reforma tributária progressiva, dependência externa será aprofundada

Escrito por Guilherme Costa Delgado - Publicação: 15 de Setembro de 2010

O crescimento da economia brasileira será vigoroso em 2010, ao que indicam os dados já apurados do 1º semestre e os indicadores de conjuntura do 3º trimestre. O ano deverá se encerrar com um crescimento do PIB acima dos 7,0 %

Por seu turno, esse ciclo de crescimento, que se observa desde 2004, um pouco esmaecido em 2009 pelo efeito da crise financeira externa, espera-se que venha a prosseguir em 2011. Mas a política econômica e a política social do novo governo, aliadas às condições de financiamento do mercado mundial, podem manter, arrefecer ou cortar esse experimento ora em curso. No momento, não se vislumbra a hipótese de corte abrupto. No entanto, é preciso examinar melhor as bases dessa novidade brasileira, crescimento com distribuição, para enxergar os desafios que existem pela frente.

Uma característica peculiar desse crescimento recente tem sido a melhoria na distribuição da renda do trabalho, não tanto pela melhoria dos salários de mercado, mas pela eficaz aplicação de direitos sociais transformados em benefícios monetários e em espécie às famílias. Atualmente, esses benefícios correspondem a praticamente 1/4 da Renda Interna Bruta, e precisariam continuar crescendo para prosseguir o efeito distributivo e de demanda efetivo que exercem no crescimento econômico.

Essa característica do crescimento econômico com distribuição de renda, limitada à renda do trabalho, tem necessariamente implicações sobre a produção do excedente econômico (excesso de bens e serviços produzidos e utilizados internamente relativamente às necessidade de subsistência da população), cujas conseqüências mais diretas aparecerão no sistema tributário e nas contas externas. Mas isto precisa ser melhor explicado.

Para fazer uma exemplificação inteligível ao leitor, vou utilizar uma contabilidade de números redondos, com dimensões nacionais, para chegar à idéia do excedente econômico - conceito chave para se compreender o que está em renhida disputa na sociedade e nos meandros da economia e da política, sem que muitas vezes nos apercebamos.

Imaginemos um Produto Interno Bruto de 3,0 trilhões de reais, uma População Economicamente Ativa que o produziu de 100,0 milhões de brasileiros e uma População de Idosos (60 anos ou mais) de 20,0 milhões de pessoas. Dadas essas informações, poderíamos definir o excedente econômico em um ano específico (2010), quando deduzíssemos do PIB toda a remuneração "socialmente necessária" para manter a população na condição de subsistência. Tomando o salário mínimo como noção daquilo que é praticado como socialmente necessário e considerando alternativamente todos os trabalhadores ativos (100,0 milhões) ou os ativos mais os idosos (120,0 milhões de pessoas), teríamos um excedente econômico de 79,0 ou 73,5% do PIB (respectivamente, 21, 0 ou 24,5% de remunerações de subsistência).

Observe-se que, ao se definir o consumo de subsistência, incluindo ou não os idosos, com este ou aquele salário mínimo, definem-se tamanhos muitos distintos do excedente. Recorde-se que o salário mínimo atual de 510,0 reais era de 130,0 reais em 1998 e de 57,0 reais na passagem da URV para o real em 1994.

Esses números arredondados expressam a situação econômica e demográfica do Brasil em 2010. Projetados à frente, com crescimento e continuidade desse padrão de distribuição, teríamos as seguintes implicações:

  1. Para incluir os que ainda não se encontram no padrão de subsistência e elevar esse padrão com ganhos reais de salário mínimo, é preciso obter novos recursos tributários(reforma tributária progressiva);
  2. Mantido o excedente econômico nos níveis atuais, sem alteração na tributação dos 10% mais ricos da população, detentores de 2/3 a 3/4 do excedente econômico, essa população recorrerá necessariamente a um padrão de consumo de bens e serviços muito por cima da dinâmica da produção interna, requerendo crescentes importações;
  3. O sistema econômico, para crescer, precisa renovar e incrementar seus estoques de capital, o que necessariamente implica que haja oportunidades (demanda) e decisões de investir, parte em recursos do excedente econômico interno, parte em recursos oriundos de passivos externos.

Em resumo, o experimento atual de crescimento com distribuição, para prosseguir, precisa considerar a reforma tributária de caráter progressivo como essencial, a menos que abandone seu caráter distributivo.

Mas mesmo que crescimento ocorra, sem distribuição, o perfil distributivo do excedente econômico provocará inevitável gargalo externo, manifesto por elevado déficit em conta corrente para financiar consumo de alta renda e parte dos investimentos. Será mais um vôo de galinha, abortado pela próxima crise cambial.

Como se pode ver, não haverá como escapar dos temas reforma tributária e reforma da seguridade social para apoiar um modelo distributivo de crescimento; ou inversamente, para estancá-lo ou invertê-lo de vez. Isto precisaria virar tema eleitoral, devidamente traduzido para a linguagem do público geral.

(Guilherme Costa Delgado é doutor em Economia pela UNICAMP e consultor da Comissão Brasileira de Justiça e Paz). Fonte: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5012/109/ em 22/09/2010

Dólar baixo é o preço do sucesso

Publicação: 21 de Setembro de 2010

Curitiba (AE) - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, reafirmou ontem que a apreciação do real em relação ao dólar decorre de fatores conjunturais e estruturais. Conjunturalmente, disse ele, existem problemas com algumas moedas. Um exemplo é o dólar, que está se desvalorizando não só em relação ao real, mas diante de muitas moedas, o que implica em um problema que tem afetado muito o Brasil. Ainda segundo o presidente do BC, pesa sobre o Brasil o fato de o real ser uma moeda muito correlacionada com as chamadas moedas-commodities, que são as moedas de grandes exportadores de matérias-primas, como Austrália, Nova Zelândia e Canadá, entre outros. Este grupo, de acordo com Meirelles, sofre uma competitividade muito grande que acaba valorizando suas moedas.

Outra questão que tem sido cada vez mais levada em conta, de acordo com o presidente do BC, é o déficit em conta corrente que, a longo prazo, é um fator determinante para a cotação da moeda. “Eu acho que temos agora um período não pontual. No Brasil, vai tudo muito bem. A economia vai crescer mais de 7% neste ano (o BC espera crescimento de 7,3%) e, para o ano que vem, crescerá a uma taxa menor, mas mais sólida. E um mundo com tantas incertezas faz com que o Brasil atraia investimentos. É o preço do sucesso”, disse Meirelles. O presidente do BC afirmou não ver risco de crise com relação ao câmbio e ressaltou que em um regime de câmbio flutuante, o que existe é a tendência de normalização no longo prazo.

Meirelles também voltou a afirmar que a redução da taxa básica de juros é uma consequência da estabilidade econômica. Ele fez esta afirmação durante sessão de perguntas e respostas de empresários da indústria paranaense, após proferir a palestra “Responsabilidade Macroeconômica para o Crescimento”, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). A resposta de Meirelles se deu a uma pergunta sobre o que fazer para que a taxa de juros seja reduzida e a taxa de câmbio se torne mais competitiva.


“Quanto mais se foca na taxa de juros, mais instabilidade se gera. À medida que se foca na inflação e ela fica na meta e a relação dívida pública na proporção do PIB seja cadente, como consequência, a taxa de juro cai. É o que aconteceu na Inglaterra há mais de 200 anos, quando houve a reforma liberal: a taxa de juros saiu de dois dígitos, de acordo com os registros que se têm, para um dígito num período de 50 anos”, afirmou, acrescentando não se tratar de um processo muito rápido. A essência do processo, disse Meirelles, é a continuidade da inflação na meta e a queda porcentual da relação dívida/PIB. “Tudo isso são pressupostos e consequências para que a taxa de juros continue na trajetória dos últimos anos”, explicou.

Meirelles acrescentou que, embora seja um processo longo, o Brasil já tem também um longo caminho percorrido nesse sentido, destacando as conquistas econômicas e financeiras obtidas pelo País nos últimos anos.

Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/dolar-baixo-e-o-preco-do-sucesso/160197 em 21/09/2010

Dívida externa do Brasil chega a R$ 407 bilhões

Financiamentos de médio e longo prazo são a maior parte do débito brasileiro

Publicado em 21/09/2010

A dívida externa total estimada do Brasil atingiu em R$ 407 bilhões (US$ 235,365 bilhões) em agosto, superior ao registrado em junho, quando o valor era de R$ 396,3 bilhões (US$ 228,594 bilhões). O dado referente a agosto é uma estimativa, enquanto os números atribuídos ao mês de junho estão fechados.

O valor está próximo da dívida do país nos anos 90, na época da crise, quando devia mais de R$ 400 bilhões (US$ 240 bilhões). A dívida externa é a soma de todos os débitos do país, seja por financiamentos ou empréstimos feitos pelo governo com instituições estrangeiras públicas ou privadas.

Segundo o BC, a dívida de médio e longo prazos - para investimentos em obras de infraestrutura, por exemplo - atingiu R$325 bilhões (US$ 187,949 bilhões) em agosto, na comparação com os R$ 316 bilhões (US$ 182,724 bilhões) registrados em em junho. Já a dívida de curto prazo - usada para financiamentos rápidos - subiu de R$ 79,2 bilhões (US$ 45,869 bilhões) em junho para R$ 82 bilhões (US$ 47,416 bilhões) em agosto.

O BC também informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos ficou em 232% em agosto, superior ao visto em igual mês do ano passado, quando havia ficado em 220%. A taxa de renovação dos empréstimos no mês passado foi alcançada graças à renovação de 373% nas operações feitas por títulos e 182% nos empréstimos diretos.

Fonte: http://noticias.r7.com/economia/noticias/ em 21/09/2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

12ª Edição

UFRN – Ano 03 – 12ª Edição – Editado por Andréia Simone, Elivânia Melo, Felipe Luiz, Fernando Nascimento e Luciano Mariano – Agosto/2010 – Natal/RN

Ministro destaca redução de gastos com pessoal e pagamento de juros


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou nesta terça-feira que os empréstimos do Tesouro ao BNDES foram importantes para evitar a queda do PIB no Brasil durante a crise financeira internacional de 2008 e 2009. Afirmou que o reforço no caixa do banco não implicou em aumento de custo para o Tesouro Nacional. “O custo é menor do que os ganhos com os empréstimos e os gastos com subsídios voltam em forma de aumento da arrecadação de impostos e dividendos do banco”.

Para Mantega, sem os financiamentos do BNDES ao setor produtivo e as demais medidas anticíclicas adotadas para o enfrentamento da crise o país teria registrado queda de 2,5% a 3% do PIB. “Quando cai o PIB, a arrecadação cai e o emprego cai”, citou. “Nós evitamos o prejuízo com pagamento de seguro-desemprego, por exemplo, e não estaríamos crescendo no patamar de 6,5% em 2010”, argumentou durante entrevista para comentar o relatório “Economia Brasileira em Perspectiva”.

Segundo o ministro, entre 2003 e 2004, a participação do BNDES no total de financiamentos do Sistema Financeiro Nacional era de 24% e atualmente está em 20,2%, “Significa que o crédito livre (do setor privado) cresceu mais que o crédito do setor público”, disse Mantega.

Ele lembrou ainda que o BNDES não empresta apenas a grandes empresas. “É natural que as grandes empresas tomem empréstimos maiores. Agora, somente em 2009 as pequenas e médias empresas obtiveram R$ 30 bilhões em financiamentos do BNDES, o que é incomum”, enfatizou o titular da Fazenda. “É difícil uma empresa saudável, com um projeto sólido e bem fundamentado não consiga crédito no BNDES”, disse, citando a aprovação de 400 mil projetos no ano passado.

PIB - O ministro confirmou que o PIB em 2010 crescerá 6,5% pelas projeções da Fazenda divulgadas no relatório e destacou a retomada do crescimento no terceiro trimestre. Também enfatizou o aumento do PIB per capita: “Esse aumento se deve à aceleração do crescimento do PIB e à diminuição do crescimento populacional”.

Mantega destacou outros indicadores importantes da retomada do crescimento, como o resultado da indústria automobilística, com venda de mais de 300 mil unidades em julho e a evolução do mercado consumidor, medido pelo aumento expressivo da mobilidade social. Conforme o ministro cada vez mais a população brasileira melhora sua condição de vida, passando das classes D e E para B e C.

O ministro ressaltou ainda o aumento da geração de empregos no país. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o saldo mensal de junho de 2010 registrou a criação de 212.952 empregos com carteira assinada. É o segundo melhor resultado para o mês de junho, perdendo apenas para junho de 2008. “Estamos diante de um maior crescimento e maior geração de emprego, que é uma correlação direta”, comentou.

Sobre as projeções de inflação, Mantega também confirmou 5,3% para o IPCA e disse que o índice está abaixo das estimativas do mercado. “De fato não havia uma inflação de demanda, como eu falei desde o início do ano, mas sim um choque de oferta. Os analistas não esperavam retração dos preços agrícolas”.

Em relação ao comércio exterior, após um período em que as importações cresceram mais que as exportações, as curvas agora estão convergindo. “As importações, que chegaram a crescer 40%, estão agora crescendo entre 34% e 35%, com as exportações acelerando”, afirmou.

Ao comentar os números da publicação divulgada nesta terça-feira, Guido Mantega ressaltou que o país hoje caminha na direção da poupança pública (resultado de toda a arrecadação e gastos do Governo Central, sem as estatais, menos o investimento). “Estamos começando a gerar poupança pública, o que é salutar e deve continuar”.

Sobre a política fiscal, destacou a redução dos gastos com pessoal em relação ao PIB. “Alguns diziam que haveria gasto explosivo, o que não aconteceu”, lembrou. Conforme o ministro o aumento em determinado momento foi devido ao reajuste salarial de algumas categorias. “A tendência é que os gastos com pessoal se estabilizem entre 4,5% a 4,7% do PIB, abaixo do que já foi no passado”.

O ministro concluiu que “a economia brasileira está bem, crescendo de forma saudável, gerando emprego e com equilíbrio fiscal”. Ele negou que a divulgação do panorama econômico cunho eleitoral. “Agora tudo que fazemos pode ser interpretado com conotação eleitoral. Mas conseguimos isolar política de economia. Não há contaminação”, disse. “Não vou deixar de divulgar os dados porque é ano eleitoral. A economia não desaparece em ano eleitoral”, declarou.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social – GMF / http://www.fazenda.gov.br/audio/2010/agosto/a100810.asp em 26/08/10 - acesso em 26 de agosto de 2010

Indústria quer barreira contra importados

São Paulo (AE) - A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) vai pleitear junto ao governo o aumento da alíquota do Imposto de Importação de 14% para 35% dos equipamentos comprados no exterior e que tenham similares nacionais. No mês passado, as importações de máquinas atingiram a maior marca mensal em 70 anos: US$ 2,253 bilhões, com crescimento de 52,6% ante julho de 2009.
“Vamos fazer esse pleito ao Ministério da Fazenda nas próximas semanas”, afirma o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto. Ele frisa que a indústria brasileira de máquinas está perdendo competitividade em relação aos produtos estrangeiros. “A falta de isonomia em relação às máquinas importadas é brutal”, diz ele, se referindo à taxa de câmbio, aos tributos e às vantagens de financiamento oferecidas pelos países que vendem máquinas para o Brasil.
Aubert Neto diz que a tributação de 35% está de acordo com o teto das alíquotas de importação, segundo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A entidade defende o aumento do imposto em caráter emergencial para estancar o processo de desindustrialização pelo qual passa a indústria de máquinas. Para os equipamentos sem similares nacionais, o imposto de importação é hoje de 2% e essa alíquota seria mantida.
De janeiro a julho, o saldo da balança comercial do setor de máquinas registrou um déficit de US$ 8,072 bilhões e previsão é encerrar o ano com um saldo negativo de US$ 13 bilhões, o maior déficit já registrado.
Exportadora
Aubert Neto destaca o avanço dos países asiáticos no mercado brasileiro de máquinas. “A China vai passar a Alemanha que hoje é a segunda maior fornecedora de máquinas no próximo mês”, afirmou o executivo. No primeiro semestre, a China foi a terceira maior exportadora de máquinas para o Brasil, com vendas de US$ 1,594 bilhão e respondeu por 11,9% das importações.
“Em 2005 a China não aparecia entre dez maiores fornecedores.” Movimento semelhante ocorre com a Coreia do Sul que vendeu no primeiro semestre US$ 494,4 milhões e responde por 3,8% das importações, em 2004 detinha 1,1%. “As importações da Índia não eram nada cinco anos atrás.” O presidente da Abimaq diz que a Coreia se destaca pois vende com preço, qualidade e prazo. Isso faz parte da política industrial dos países que estão avançado no mercado brasileiro.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

11ª Edição

UFRN – Ano 03 – 11ª Edição – Editado por Andréia Simone, Elivânia Melo, Felipe Luiz, Fernando Nascimento e Maikon Anderson – Maio/2010 – Natal/RN

UM DINHEIRO MUITO DISTANTE

PAUL KRUGMAN

Então, seria a Grécia o próximo Lehman Brothers? Não. Ela não é grande ou interconectada o suficiente para causar o congelamento dos mercados como em 2008. O que quer seja a causa do breve desmaio de mil pontos no Dow Jones não foram os atuais eventos da Europa.

Você também não deve levar a sério analistas afirmando que estamos vendo o começo de uma corrida contra todas as dívidas do governo. Os custos com empréstimos nos Estados Unidos na verdade afundaram, na quinta-feira passada, aos menores níveis em meses. E, enquanto os preocupados avisavam que a Grã-Bretanha poderia ser a próxima Grécia, as taxas britânicas também caíram levemente.

Essas são as boas notícias. A má notícia é que os problemas da Grécia são mais profundos do que os líderes europeus estão dispostos a reconhecer, mesmo agora – e os problemas são compartilhados, em grau menor, por outros países da região. Muitos observadores esperam que a tragédia grega acabe em inadimplência. Eu estou cada vez mais convencido que eles são otimistas demais, que a inadimplência será acompanhada ou seguida pela partida da zona do euro.

De certo modo, isto é a crônica de uma crise anunciada. Lembro de ter debochado, quando o Tratado de Maastricht foi assinado, colocando a Europa no caminho para o euro, que eles haviam escolhido a cidade holandesa errada para a cerimônia. Ela deveria ter tomado lugar em Arnhem, local da infame Ponte Longe Demais, em que, na II Guerra Mundial, um plano de batalha excessivamente ambicioso dos aliados acabou em desastre.

O problema, tão óbvio em consideração ao que é agora, o que falta à Europa é alguns dos atributos chaves para o sucesso em uma área de moeda comum. Além disso, falta um governo centralizado.

Considere a comparação freqüente entre a Grécia e o Estado da Califórnia. Ambos estão em profundos problemas fiscais, ambos têm um histórico de irresponsabilidade fiscal. E o impasse político na Califórnia é, na verdade, pior – afinal, apesar das demonstrações, o parlamento grego aprovou medidas de severa austeridade.

Mas os infortúnios fiscais da Califórnia não importam tanto, mesmo a seus próprios residentes, quanto os da Grécia. Por quê? Porque muito do dinheiro gasto na Califórnia vem de Washington, não de Sacramento. O financiamento do Estado pode ser cortado, mas reembolsos do Medicare, cheques da Previdência Social e pagamentos a fornecedores militares continuarão entrando. O que isto quer dizer, entre outras coisas, é que os problemas fiscais não impedirão o Estado de compartilhar de uma mais vasta recuperação econômica dos EUA. Os cortes orçamentários na Grécia, por outro lado, exercerão forte efeito depressor em uma já deprimida economia.

Então seria uma reestruturação de dívida – termo polido para uma inadimplência parcial – a resposta? Não ajudaria tanto quanto as pessoas imaginam, pois pagamentos de juro são apenas parte do déficit orçamentário da Grécia. Mesmo se parasse completamente de pagar sua dívida, o governo grego não liberaria dinheiro suficiente para evitar ferozes cortes no orçamento.

A única coisa que poderia realmente reduzir a dor dos gregos seria uma recuperação econômica, que geraria maior receita, reduzindo a necessidade de corte nos gastos, e criaria empregos. Se a Grécia tivesse moeda própria, poderia tentar engendrar tal recuperação por desvalorizar esta moeda, aumentando sua competitividade nas exportações. Mas a Grécia usa o euro.
Então, como isto acaba? Pela lógica, vejo três maneiras para a Grécia continuar na zona do euro. Primeiro, os trabalhadores poderiam alcançar a redenção pelo sofrimento, aceitando grandes cortes salariais que fariam a Grécia competitiva o suficiente para criar empregos. Segundo, o Banco Central Europeu poderia engajar-se em uma política de comprar muitos títulos de dívidas do governo e aceitar – na verdade, dando as boas-vindas – a inflação resultante. Isso faria o ajuste na Grécia e em outras nações da zona do euro muito mais fácil. Ou, terceiro, Berlim poderia tornar-se para Atenas o que Washington é para Sacramento – isto é, governos europeus fiscalmente fortes poderiam oferecer a seus vizinhos mais fracos, suficiente auxílio para fazer da crise algo suportável.

O problema, claro, é que nenhuma dessas alternativas parece politicamente plausível. O que sobra parece impensável: a Grécia deixar o euro. Quando você descarta todo o resto, é o que fica.

Caso isso aconteça, se desenrolará mais ou menos como a Argentina em 2001, que tinha um supostamente permanente e inquebrável peso fixo em relação ao dólar. Acabar com essa relação era considerado impensável pelas mesmas razões que deixar o euro parece impossível: mesmo sugerir a possibilidade significaria correr risco de incapacitantes fugas de capital nos bancos. Mas isso aconteceu mesmo assim, e o governo argentino impôs restrições emergenciais aos saques. Isso deixou a porta aberta para a desvalorização, e a Argentina eventualmente acabou passando por aquela porta

Se algo assim acontecer na Grécia, uma onda de choque se propagará pela Europa, possivelmente engatilhando crises em outros países. A não ser que os líderes europeus possam e queiram agir de forma mais ousada do que já vimos até agora, é para onde a situação se encaminha.

Tradução: Fernanda Grabauska

O Brasil tenta controlar o aumento do seu crescimento econômico

Le Monde

(25/05/2010) Allegro ma non troppo: é esse o ritmo que o governo brasileiro quer imprimir ao crescimento da economia nacional. Nos últimos meses, esta vem progredindo rápido demais, e corre o risco de sofrer um superaquecimento como o da economia chinesa.

Atingido tardiamente pela crise mundial, o Brasil foi um dos primeiros países a se livrarem dela. E como! Depois de ter sofrido uma ligeira retração do produto interno bruto (PIB) de 0,2% em 2009, sua economia volta a crescer, e mais rapidamente do que antes da crise.

Segundo uma projeção do Banco Central, o crescimento deu um salto de 9,84% no decorrer do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009, e de 2,38% em relação ao período outubro-dezembro de 2009. A economia poderá crescer de 6% a 7,5% em 2010, um recorde nos 25 últimos anos.

Os sinais de superaquecimento são visíveis. Principal motor do crescimento, o consumo interno está a todo vapor. Ele é mantido pela febre consumidora dos cerca de 25 milhões de brasileiros que, em dez anos, passaram a fazer parte da classe média e descobriram os charmes do crédito. No primeiro trimestre, o comércio cresceu 13%.

Em três meses, o Brasil criou quase um milhão de empregos. E deverá criar 2,5 milhões deles em 2010, em um mercado que permanece tenso devido à escassez de mão de obra qualificada em certos setores em plena expansão, como a indústria petroleira. De janeiro a março, mais de 11 mil vistos de trabalho foram concedidos a estrangeiros, um aumento de 16%.

As importações destinadas a satisfazer a demanda interna em bens de produção e em produtos industriais deverão, pela primeira vez desde 2000, ultrapassar as exportações, constituídas em sua maioria por matéria-prima agrícola e minerária, destinada especialmente à China, principal cliente do Brasil.

Para evitar o agravamento do déficit da balança de pagamentos, o governo acaba de adotar uma série de medidas de ajuda aos exportadores, ainda mais castigados pela valorização excessiva do real, a moeda nacional.

Mas o que mais preocupa os dirigentes é o despertar da inflação, esse flagelo que tanto devastou a economia do Brasil no passado. A alta dos preços atingiu 5,3% em um ano, e deverá ser de 5,5% em 2010, ou seja, um ponto acima da meta oficial (4,5%). Para o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, é absolutamente necessário do ponto de vista político conter a inflação, a pior inimiga dos pobres.

E isso causou a decisão tomada pelo Banco Central, no fim de abril, de aumentar em 0,75 pontos os juros básicos, para 9,5%. Foi a primeira vez em quase dois anos, e deverá haver outros aumentos futuramente, de forma suave para não “resfriar” demais a economia.

Essa medida ocasionalmente indispensável não compromete, a longo prazo, a queda progressiva dos juros que, em termos reais, passaram de 20% em 2003 para 5% hoje. Esses juros continuam sendo muito atraentes para os especuladores estrangeiros, seduzidos pelo Brasil desde que as agências de classificação de risco o consideraram um “país seguro” em 2008.

Em 2010, os investimentos diretos estrangeiros deverão atingir a cifra recorde de US$ 45 bilhões. Na Bolsa de São Paulo, eles são maiores que os investimentos das instituições e pessoas físicas.

Entretanto, se o Brasil se aproxima do superaquecimento, é porque ele não investe o suficiente em seus meios de produção. Ele também poupa muito pouco: 19% de seu PIB (contra 40% na China). Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), calcula em 25% as taxas de investimento e de poupança desejáveis para que o Brasil possa enfrentar um crescimento anual de 10%.

Esse dinheiro deverá financiar o desenvolvimento da infraestrutura, especialmente no setor rodoviário e portuário, que está saturado, e a melhora do ensino público e profissionalizante, cuja deficiência limita os ganhos de produtividade. Sem isso o país corre o risco de ter uma falta ainda maior de máquinas, de espaço e de mão de obra qualificada.

Enquanto isso não acontece, o governo, para frear a demanda, aboliu os incentivos fiscais instaurados durante a recessão para estimular o consumo. Ele anunciou cortes de US$ 17 bilhões (R$ 31 bilhões) nos gastos públicos. Mas, nesse campo da austeridade, sua margem de manobra orçamentária é reduzida, neste ano de eleição presidencial.

Há alguns dias, em Madri, o presidente Lula comemorava “o momento mágico” vivido pela economia brasileira. Para que essa magia dure, não é nem desejável nem razoável que esta cresça além de 6% este ano.

“Não queremos voar além daquilo que planejamos”, resume o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, brinca: “Mas controlar o aquecimento é uma tarefa boa”. Uma tarefa pela qual é invejado por muitos de seus colegas em todo o mundo.

Tradução: Lana Lim